Estudo para Casais

Disse Jesus: “... e todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína" (Mt 7.24-27).
Antes que a casa caia
Vamos considerar alguns princípios que poderão ajudar a tranqüilizar e solidificar o casamento:
 
1. CASAMENTO NÃO COMBINA COM INDEPENDÊNCIA (1Co 7. 2-5).
As pessoas independentes são aquelas que entendem que podem fazer tudo sozinhas, sem ajuda, compromisso e prestação de contas.
O sintoma é do “EU”.
Eu sei o que faço.
Eu sou responsável pelos meus atos.
Eu tenho certeza das coisas que faço.
Eu sei escolher o melhor para minha vida.
  • Muitos se casam somente para saírem de casa. Outros porque todos se casam. Alguns porque já namoram há bastante tempo. Mas, estas motivações são erradas, elas não são fortes o suficiente para manter um casamento.
  • No casamento, ao contrário dos que muitos pensam, a intenção de Deus é que, o homem e sua mulher começarão uma vida de relações íntimas que trarão prazer para os dois.
  • O bom marido vai se preocupar em satisfazer sua esposa, e ela, por sua vez, satisfazer a seu marido. Assim aqueles que respeitam a vontade de Deus, não podem admitir a possibilidade de se envolverem sexualmente com outras pessoas (1Co 7.3-5). “O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido” (1Co 7.3).
 2. CASAMENTO NÃO COMBINA DEPENDÊNCIA (1Co 12.14-19).
As pessoas dependentes são aquelas que precisam das outras para conseguir o que desejam.
O sintoma é do EU NÃO POSSO”.
Se você não for eu não vou;
Se você não fizer eu não faço;
Sem você eu não sei viver;
Se você morrer eu morro.
  • Paulo dá um conselho aos crentes de Corinto em relação a Igreja: “Porque o corpo não é um só membro, mas muitos. Se o pé disser: Já que não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo. Se o ouvido disser: Já que não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo. Se todo o corpo fosse olho, como poderíamos ouvir? Se todo corpo fosse ouvido, como poderíamos cheirar? Assim, Deus colocou membros diferentes no corpo, conforme sua vontade. Pois, se todos fosse um só membro, onde estaria o corpo?” (1Co 12.14-19).
  • Paráfrase aplicada ao casamento: Porque o casamento não constitui de um só membro e sim de dois. Portanto, se a esposa disser ao marido: “Já que você não consegue fazer o que eu faço eu não sou mais sua esposa”, não, diz Paulo, mesmo o marido não fazendo o que a esposa faz ele continua sendo seu marido e ela ainda continua sendo sua esposa. E também se o marido disser a esposa: “bom já que você não vai assistir o futebol, então cada um por si, não sou mais seu marido”; não, diz Paulo, mesmo a esposa não gostando de ver futebol com o marido, ou não torcendo pelo mesmo time do marido, mesmo assim, ela continua sendo sua esposa e ele seu marido. Pois, se todos gostassem de fazer a mesma coisa, como ficariam as outras coisas necessárias dentro do casamento? Por isso, para que o casamento pudesse ser completo, Deus criou um diferente do outro.
  • Portanto, assim como o corpo só permanece vivo pela multiplicidade de seus membros e pluralidade de suas funções. Assim também, a sobrevivência do casamento reside no convívio dos cônjuges, com todas as suas diferenças. Sendo assim, a unidade do casamento não significa uniformização! Pois, cada cônjuge possui algo que lhe é peculiar. Que gosta de fazer. Que sabe fazer bem. Então, é somente pela multiplicidade dos cônjuges e pluralidade de suas funções, coordenados e ajustados é que o casamento permanece saudável e vivo.
3. CASAMENTO COMBINA INTERDEPENDÊNCIA (Ef 5.22-33).
As pessoas interdependentes combinam seus esforços com os esforços dos outros para conseguirem um resultado muito melhor.
O sintoma é do “NÓS PODEMOS”.
Nós podemos fazer isso;
Nós podemos cooperar nisso;
Nós vamos unir nossos talentos para construirmos isso;
Nós  construiremos algo bom e maior.
Na matemática convencional 1 + 1 = 2 na espiritual 1 + 1 = 1. Mas, para que cheguem a este resultado, os cônjuges devem passar por um teste rigoroso. Sua aprovação dependerá da aplicação do princípio: “subordinação através do amor”.
  • Paulo diz as esposas: “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor” (Ef 5.22-23). Neste assunto, o único caminho é o da submissão por amor. Ou seja, assim como a Igreja é submissa a Cristo por causa do amor que os une, assim também a submissão da esposa ao marido deve ser fundamentada no amor. Assim, em sua essência, a subordinação ao marido corresponde à subordinação, ao Senhor.
  • Paulo diz aos maridos: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,” (Ef 5.25). A ordenação divina para o marido também está balizada no amor. Ou seja, a sua autoridade não pode ser imposta ou forçada. Por isso, o marido deve basear sua conduta igual a de Cristo em relação a sua igreja. Nesta relação não havia opressão, mas amor e sacrifício.
  • Muitos problemas domésticos, aparentemente sem solução encontrariam solução se estes princípios fossem aplicados. Porém, infelizmente muitos casais ao invés de buscarem satisfazer seus cônjuges buscam a auto-satisfação. Infelizmente, muitos casais invés de se aconselharem com Deus, na sua Palavra e com pessoas de Deus, procuram conselhos em lugares e com pessoas que não conhecem a Deus. Por isso, muitos casamentos estão se acabando. Por isso, muitas casas estão ruindo.
 Pr Saulo César.

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