O Filho Pródigo

 Qual o seu maior sonho? Se fosse perguntar para cada um poderia haver várias respostas diferentes, pois cada um tem um sonho a realizar. Mas, em várias pesquisas feitas nas grandes cidades o maior sonho da população é o sonho da casa própria. Todos querem uma casa. Uma casa para viver com a família em segurança, para descansar e confraternizar. Você já realizou este sonho? Porém, tendo realizado ou não, é bom todos saber que dentro de uma casa podem acontecer momentos bons e ruins.

O texto que lemos foca estas duas situações. Vamos analisá-las:

 Primeiro foco: Uma situação triste:

1. Onde é dito: “Aqui Não é Minha Casa” (11-16).

a.  Na visão do filho desajustado: No contexto da história, muitas vezes, ainda em vida o pai dividia a herança para seus filhos. Este ato era para determinar o que eles teriam direito após sua morte e assim evitar disputas entre eles. Mas só tomariam posse depois da morte do pai.
  • Mas, o filho mais novo mostrou seu desajuste pela sua impaciência ao pedir a parte que tinha direito da herança antes mesmo da morte do pai. Ao dizer “Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe” ele mostra que a rotina o aborrecia e que não se ajustava mais ao meio que vivia.
b.  Na partida do jovem sonhador: Por ser o filho mais novo, na divisão da herança, caberia ele somente um terço do total. Certo comentarista diz que ao exigir e partir para longe de casa ele recebeu muito menos do que lhe era direito. Alguns entendem que ele recebeu apenas a nona parte da soma total.
  • Este filho era um sonhador. Mas, os seus sonhos eram imprudentes. Ele queria conhecer novas terras, mulheres, ter vida independente, gastar o dinheiro da forma como bem quisesse.
c.  Na miséria de uma vida estragada: No inicio não lhe faltava nada. Ele tinha ao seu lado mulheres que ele tanto queria e também “os amigos” que davam elogios tipo “você é o cara” e os famosos tapinhas nas costas. Ele estava vivendo no pecado, gastando toda a herança com festas, mulheres, amigos e bebidas.
  • Mas um dia tudo acabou. Houve fome na terra. E quando o dinheiro acaba não tem mais as festas, nem mulheres, nem amigos nem bebidas. No pecado, ele passou por necessidade e humilhação. Na história lemos que: “Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. Ali desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada” (vs. 14-16).
Lição: Jesus, disse: “onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6.19-21). Portanto, devemos valorizar a casa que temos, pois longe dela há falsos amigos, humilhações e tristezas.
  
Segundo foco: Uma situação alegre:

2. Onde é dito: Aqui é Minha Casa (17-24).

a.  No retorno do filho arrependido: Na situação miserável que vivia ele cai em si. “Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome”! (v.17- 19). O contraste entre a precariedade na terra estranha e o bem-estar na casa do pai manifesta-se em sua consciência. Então ele trouxe a memória daquilo que podia dar esperança. Seu objetivo agora era outro. Sua vontade não era mais se afastar e sim voltar: “Vou voltar para minha casa lá sim é meu lugar!”
  • Assim ele planejou: “Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai pequei contra o céu e diante de ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores” (diaristas). Assim ele fez: “Levantando-se, foi para seu pai”, (v. 20a). Necessitado e verdadeiramente arrependido disse: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho trata-me como um dos teus trabalhadores”, (v. 21).
b.  No abraço do pai compadecido: Como deve ter sido difícil para o pai ouvir que filho queria a parte dos bens e logo após vê-lo sair de casa. Naquela oportunidade para o pai havia duas possibilidades: Prender o filho em casa e ter um filho revoltado e rebelde ou deixá-lo ir e esperar a sua volta pacientemente. Ele escolheu a segunda. Deus também age assim. Ele não prende ninguém a força.
  • A notícia sobre a fome poderia tê-lo deixado triste e preocupado. Talvez a sua vontade fosse ir à procura do filho, porém ele resistiu pacientemente. Sua paciência se alicerçava no amor e no perdão. Assim, na volta, o filho foi acolhido e honrado. Não foi um simples encontro Jesus diz: “Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou”, (v. 20b). Não foi um simples abraço: Este abraço foi daqueles de rolar pelo chão e durante o rolar, os beijos foram dados aos muitos.
c.  Na festa da família reunida: Depois dos abraços e beijos o filho se restabeleceu e conforme tinha planejado iniciou a confissão: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho”, mas, foi interrompido pelo sublime amor paterno: “O pai, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos” (v. 22-23).
  • O perdão ao filho poderia ser dado com as simples palavras: “filho está perdoado”, mas o pai foi além. Ao ver o filho com roupa de mendigo ele, vestindo-o com a túnica branca o reconduz à condição de honra. O anel de sinete e os calçados são sinal de que ele agora voltou a ser um homem livre. A nova ordem aos servos para “que tragam o novilho cevado” e o convite “regozijemo-nos” expressa o desejo que todos os membros da casa devem participar dessa alegre festa. Assim, a resposta do pai ao filho arrependido é a reintegração completa de seus direitos.
 
  • CONCLUSÃO: O novilho cevado, que foi morto para a festa, não era “um novilho cevado“ e sim “o novilho cevado”, este animal era preparado especificamente para um evento especial e especifico. Este novilho aponta para Cristo. Pois, assim como o pai reconduziu o filho ao lugar de honra, assim também Deus, através de Cristo, nos reconciliou consigo (Cl 1.21-22). Assim, a alegria foi justificada, pois a família foi restaurada e principalmente, alma que foi salva, pois, “o filho que estava morto reviveu; estava perdido e foi achado”.
Deus abençoe - Pastor Saulo César

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